O Deus que Habita na Fragilidade Ensaio sobre o que acontece depois que Silas [1] , o pacificador decepcionado ao descobrir que a paz que aprendeu a construir não passa de um armistício bem redigido. A praça ficou para trás, mas o adesivo no poste ainda arde na memória. Silas caminha — não porque saiba para onde vai, mas porque parar, depois do que viu, seria insuportável. A estrada sob os pés é poeirenta, incerta, e cada passo exige que ele abra mão de alguma certeza que carregava desde que aprendeu a negociar a paz dos outros. Ele descobre, agora, que desmontar um altar dentro de si é mais demorado do que denunciar o altar alheio. A Catedral e o Palácio continuam abraçados — isso ele já não pode desfazer. Mas há um templo dentro dele que também precisa ser esvaziado. E o silêncio que encontrará ali talvez seja o único lugar onde o Amor Eterno caiba sem precisar competir com ídolos. 1. Nota do Curador Encontrei este segundo texto de Silas dentro do mesmo enve...
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