Aprendendo a [não] Orar Há caminhos que se percorrem com os pés, e há caminhos que se percorrem com a alma. Joel pertence a esses últimos. Seu nome, de origem hebraica, carrega uma declaração que atravessa séculos: “Yahweh é Deus” — uma afirmação de que o Eterno não está distante, mas é o chão sob cada passo e o horizonte adiante. 1. Nota do Curador Apresento-lhes Joel. Se Efraim é o arquiteto que aprendeu a beleza das ruínas e Barnabé o mediador que se recusou a conciliar o Amor com o Império, Joel é aquele que ficou com o silêncio que sucede a demolição. Seu nome carrega uma ironia sagrada: O Eterno é Deus. Mas, para Joel, o Eterno não é mais uma categoria teológica de poder, e sim o nome do abismo que ele fita todas as noites. Ele não traz pedras para o altar, nem marretas para a desconstrução. Ele traz apenas as mãos vazias e uma sensibilidade quase dolorosa para o que resta quando as palavras cansam. Joel é o peregrino da hesitação, aquele que descobriu que a or...