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Mostrando postagens de abril, 2026
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Aprendendo a [não] Orar Há caminhos que se percorrem com os pés, e há caminhos que se percorrem com a alma. Joel pertence a esses últimos. Seu nome, de origem hebraica, carrega uma declaração que atravessa séculos: “Yahweh é Deus” — uma afirmação de que o Eterno não está distante, mas é o chão sob cada passo e o horizonte adiante. 1. Nota do Curador Apresento-lhes Joel. Se Efraim é o arquiteto que aprendeu a beleza das ruínas e Barnabé o mediador que se recusou a conciliar o Amor com o Império, Joel é aquele que ficou com o silêncio que sucede a demolição. Seu nome carrega uma ironia sagrada: O Eterno é Deus. Mas, para Joel, o Eterno não é mais uma categoria teológica de poder, e sim o nome do abismo que ele fita todas as noites. Ele não traz pedras para o altar, nem marretas para a desconstrução. Ele traz apenas as mãos vazias e uma sensibilidade quase dolorosa para o que resta quando as palavras cansam. Joel é o peregrino da hesitação, aquele que descobriu que a or...
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O Poder não aceita a Fragilidade Ensaio sobre o paradoxo do sagrado institucionalizado e a resistência da vulnerabilidade. Barnabé nos leva nessa jornada deixando nossa mochila mais leve. Ele leu os textos de Efraim, um amigo de caminhada. 1. Nota do Curador Encontrei os fragmentos de Barnabé em anotações feitas em guardanapos de beira de estrada e margens de relatórios técnicos. Barnabé é um dos peregrinos que caminham em mim; ele representa a faceta do mediador, do homem que passou décadas tentando harmonizar interesses, construir pontes e redigir acordos que trouxessem ordem ao caos. Seu nome, Filho da Consolação , é a alusão bíblica que escolhi para ele que busca desesperadamente um sentido que não passe pela força. Barnabé é meu contemporâneo. Ele vive a angústia de quem percebeu que a sociedade político-religiosa em que estamos imersos é uma reedição sofisticada do conluio que assassinou a Fragilidade há dois milênios . Ele escreve com a dor de quem admite: eu fiz p...
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O Sangue que desmascarou o Mecanismo Político-Religioso Ensaio sobre as inquietações de Efraim ao perceber que deixou de acreditar que Deus exigia sangue para perdoar... é um caminho solitário quando se deixa questionar aquilo que parece não caber dentro de um coração que se esvazia. 1. Nota do Curador Efraim, aos seus 70 anos, carrega no nome a promessa da fertilidade — do hebraico Ephrayim, duplamente frutífero .  No entanto, a fecundidade que ele persegue nesta fase da vida não se assemelha à produtividade frenética de seus anos como arquiteto de grandes metrópoles.  Sua colheita agora é de silêncios, desaprendizagens e, sobretudo, de espaços vazios.  Se em seu primeiro ensaio, A Fragilidade Humana resgatada pelo Amor Eterno [1] , ele nos apresentou a planta baixa de sua própria vulnerabilidade, aceitando que as fissuras na alma não são erros de cálculo, mas entradas para a luz, neste segundo movimento ele assume uma postura mais severa e necessária: a d...