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Mostrando postagens de junho, 2026
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A Oficina que Abriga o Eterno Ensaio sobre as reflexões de um peregrino, Simão — que não caminha mais pelas estradas empoeiradas, mas aprendeu a esculpir sua fé no tempo que lhe restava. Há peregrinos que partem em busca do horizonte. Simão partiu em busca do que estava mais perto: o banco da própria oficina. Esta é a travessia de um homem que descobriu que a caminhada não precisa de pernas — precisa de presença. 1. Nota do Curador Efraim desmontou o altar do sacrifício. Barnabé advertiu contra o altar da desconstrução. Joel aprendeu a [não] orar diante do altar vazio. Cleófas aprendeu a navegar no vazio — ou, mais precisamente, a não navegar. Agora, um novo peregrino se apresenta. Seu nome é Simão. Simão significa "aquele que ouve" [1] . Simão sempre soube ouvir. Apesar da formação de engenheiro — que planeja, cumpre prazos e mede eficiência e eficácia — quem sabe ouvir sai na frente e prospera mais em seus projetos. Abandonei a ideia de qu...
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A Oficina é Minha Capela Neste ensaio de Cleófas é o testemunho de um homem que aprendeu a ficar. O barco ainda não flutua — mas a oficina, onde o barco foi sonhado, tornou-se um lugar habitável. Ele já não luta contra o vazio; começa a descobrir que o vazio não se preenche nem se decora: habita-se. A madeira na bancada, a plaina, a serragem no chão — tudo isso deixou de ser projeto inacabado para se tornar liturgia. Cleófas continua sendo o peregrino de Emaús, mas a estrada já não é a mesma. Na primeira caminhada, ele ia para longe — carregando o peso de uma expectativa desfeita. Agora, ele descobriu algo que o texto de Lucas apenas sugere: que o companheiro de estrada sempre esteve ali, mesmo quando não era reconhecido. Este ensaio não é sobre reencontrar o que se perdeu. É sobre aprender a habitar o espaço da perda — e descobrir que apontar a proa para leste, mesmo sem zarpar, já é uma forma de travessia. 1. Nota do Curador Depois do naufrágio, o que resta não...
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O Naufrágio de um Sonho Cleófas [1] desaba de seu sonho, vê suas esperanças escorrendo pelas fissuras do casco, é um homem que ainda está caindo em queda livre. Seu barco bateu forte contra o recife, vê a água entrando por todos os lados. Sua bússola gira alucinada, perdeu o norte, perdeu a vida. Já não pensa, sua mão ainda segura o balde furado. Seu caderno de engenharia com seus processos boia absorvendo a água e suas anotações começam a se dissolver. Enquanto cai, imagens trafegam bruscamente em sua mente. A calçada da universidade. As últimas palavras. O sorriso fixando em sua mente a imagem do pai. O ódio à esperança que falhou. "Esperávamos" — dito com um convencimento raso, quase ensaiado. Aquele que parece acreditar se agarrando ao fio de esperança prestes a romper. Cleófas do caminho de Emaús reconhece o Cristo quando o pão é partido. Nosso Cleófas ainda não viu pão algum. O que ele tem é o caminho de volta — sem a esperança que o levara adiante. É dis...