O Silêncio que Habita o Vazio Há muitas Anas. Neste ensaio, somos convidados a mergulhar nos registros de uma delas. Ana é uma peregrina que nos ajuda a perceber coisas reais das nossas jornadas – coisas que muitas vezes nos recusamos a encarar de frente, a resistir, a dizer que não nos satisfazem mais. 1. Nota do Curador Há uma ironia silenciosa e quase cortante que repousa sobre o nome de Ana. No antigo hebraico, Hannah [1] significa graça , carregando em si a promessa do favor ou da benevolência . No entanto, a arqueologia destas páginas que agora organizamos não revela uma mulher que caminhou sob a facilidade dos favores divinos ou sob a sombra de milagres fáceis. Revela, antes, uma peregrina que fez da poeira do deserto sua mesa de desenho e das ruínas de sua própria devoção o seu único abrigo honesto. Estas páginas, reunidas sob o título de O Silêncio que Habita o Vazio , foram resgatadas de um punhado de folhas manuscritas, amarradas com uma tira ...
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